Crítica: Rush – No limite da emoção (Rush, 2013)

rushTodos nós precisamos de uma motivação para alcançar nossos objetivos e passar pelos desafios. O filme do diretor Ron Howard (Apollo 13, Código da Vince) consegue mostrar na história dos pilotos de Formula 1 Nick Lauda e James Hunt que essas motivações podem vim de uma rivalidade aonde a vida está constantemente em jogo entre curvas e ultrapassagens a mais de 250km/h.
Imagine se algum cineastra resolvesse fazer um filme com a parte dos conflitos da sua vida contada para passar nas salas de cinema. A pergunta que podemos fazer é: “O que tem de interessante na história dessa pessoa ao ponto de prender o público ou tiramos alguma lição dela?”
Hollywood está cheio desses filmes contando a história de alguém que venceu na vida fazendo alguma coisa seja ela em um time de basquete ou em uma competição de par ou impar. Então sempre me pergunto nesses filmes baseados em fatos reais: “O que vai prender minha atenção na história desse personagem a ponto de tornar o filme interessante?”
Não conhecia muito sobre a história do austríaco Nick Lauda vivido pelo ator Daniel Brühl e confesso que não esperava muito de um filme de formula 1, mas o filme Rush – No Limite da Emoção conseguiu prender minha atenção até o final e me deixar emocionado com o amor e ódio de Lauda e Hunt.
O filme conta a história da rivalidade de Nick Lauda e James Hunt na temporada de 1976 na Formula 1 e um pouco das suas vidas fora das pistas de corrida. A tonalidade meio foto antiga embora algumas vezes parecendo ter sido feito no Instagran, deixou o filme elegante e bonito de assistir.
Ron Howard consegue contar bem a história dos dois pilotos deixando equilibrado Lauda e Hunt em tela. A história é contada, parte por Nick Lauda e parte por James Hunt.
Com tantos riscos e carros ainda em evolução a Formula 1 dos anos 70 mostrada no filme parece ser menos segura e com mais chances de acidentes acontecerem trazendo uma adrenalina maior para o público.
Nick Lauda pareceu ser muito sério nesse filme, não sei se ele realmente era assim. O personagem ficou tão centrado nos seus objetivos que o tornava sem graça as vezes, mas mesmo assim o ator Daniel Brühln conseguiu trazer uma carisma para o personagem mesmo com tanta sequidão. Para Chris Hemsworth foi mais fácil, já que viveu o garanhão James Hunt que gostava de curtir a grana que tinha, nada muito distante dos outros personagens que vinha fazendo. Daniel Brühln e Chris Hemsworth fizeram um ótimo trabalho contando a história da rivalidade de Nick e James.
A trilha sonora chamou minha atenção e ajudou bastante na construção de cada cena e quando saí do cinema fiquei curioso para saber quem foi que tinha feito e quando descobri entendi porque gostei muito. A trilha foi feita pelo incrível Hans Zimmer (Rei Leão e Cavaleiro das Trevas).
Como falei no começo, todos nós precisamos de uma motivação e caso você precise de uma para assistir a esse filme fica aqui minha opinião. Rush não é um filme diferente de alguns outros filmes biográficos, mas vale a pena conferir. Mesmo acontecendo na década de 70 a história é atual. Entre óleos, arrancadas de motor, invejas, egoísmos e motivações competitivas, o filme consegue trazer emoção e adrenalina que deixa a história dramática com um ritmo bom.
Rush – No Limite da Emoção está previsto para estrear no dia 13 de Setembro de 2013, confira a agenda em sua cidade.

NOTA:

Vale o Ingresso, a Pipoca e Ainda Pago Pros Outros
Vale o Ingresso e a Pipoca
Vale o Ingresso
Vale o Ingresso no Dia da Promoção
Teria Sido Melhor Ir Ver o Filme do Pelé

Post Author: Tiago Esmeraldo

1 thought on “Crítica: Rush – No limite da emoção (Rush, 2013)

    Lucas Mota

    (setembro 12, 2013 - 1:25 pm)

    Eu também gostei muito desse filme, e olha que não gosto nem um pouco de formula 1!

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