Crítica: Elysium (Elysium, 2013)

ElysiumFilme de ficção cientifica do diretor e roteirista Neill Blomkamp consegue entreter bem o telespectador e ao mesmo tempo despertar uma ideia politica de segregação social.
Tudo acontece no ano de 2154 onde a terra não é um lugar bom de se viver. A super população e a falta de recursos levou os ricos do planeta a construir Elysium, um grande condomínio de luxo espacial que fica na orbita da terra. Na trama Max (Matt Daimon) sofre um acidente no trabalho e fica doente. Na tentativa de sobreviver resolve ir para Elysium aonde todas as doenças são curadas, nisso ele precisa da ajuda de Spider (Wagner Moura) uma espécie de hacker contrabandista e de certa forma revolucionário que tem os meios de chegar lá. A secretária do governo Delacourt (Jodie Foster) faz de tudo para garantir que nenhum morador da Terra tente chegar ilegalmente a Elysium, preservando assim o alto nível e o luxo da Estacão Espacial onde os ricos moram. Alice Braga (Frey) e Sharlto Copley (Kruger) compõe o elenco do filme.
Neill Blomkamp é um diretor Sul Africano que foi para o Canadá ainda jovem mas parece que gosta de falar das problemática sociais que existem em países como Brasil e Africa do Sul. Em Distrito 9, seu primeiro filme, alienígenas por um problema na sua nave espacial, ficam na Terra e são segregados pelos terráqueos confinados a morar em uma favela fazendo assim uma metáfora ao apartheid.
 Elysium não é diferente, além dos charmosos efeitos especiais e cenas de ação incríveis, ele consegue trazer uma critica a desigualdade social que existe em praticamente em todo lugar do mundo, como algumas nações ricas que fazem fronteira com uma pobre.
Wagner Moura, marinheiro de primeira viajem em Hollywood está excelente e tem um papel importante na trama. Muita coisa da historia é explicada pela boca do seu personagem Spider nos diálogos com Matt Daimon (Max). Alice Braga (Frey) aparece bem na historia e faz o filme ficar um pouco mais emocionante. Parabéns para os nossos brasileiros.
Acredito que alguns personagens poderiam ser substituídos por qualquer outro ator, mas Sharlto Copley (Kruger) pra mim é o grande destaque do filme. De jornalista atrapalhado de Distrito 9 para um assassino, psicopata agente de Elysium. Ele como vilão do filme deixa as cenas de perseguição mais tensas, deixando o público mais lado a lado da corrida de Max a Elysium.
Fica um pouco complicado falar de Elysium sem dar spoiler, então o que posso dizer é que é um filme que tem tudo para agradar a maioria que assistir, de fás de Wall-e a games como Halo, principalmente os que gostam de ficção científica mas, caso explosões, armas futurísticas e mundo apocalítico não seja a sua praia, acredito que a critica politica social por trás do filme faça você considerar pelo menos o ingresso que pagou.
Elysium não deixa de ser um filme pipoca e para grande publico, mas é um filme inteligente que vai alem do entretenimento. Como Wagner Moura falou em uma das suas entrevistas: “é importante que um filme de publico não seja um filme bobo”.
A estréia de Elysium está prevista para o dia 20 de Setembro de 2013, confira a agenda em sua cidade!

NOTA:

Vale o Ingresso, a Pipoca e Ainda Pago Pros Outros
Vale o Ingresso e a Pipoca
Vale o Ingresso
Vale o Ingresso no Dia da Promoção
Teria Sido Melhor Ir Ver o Filme do Pelé

http://www.youtube.com/watch?v=fZn_421Tpbk

Post Author: Tiago Esmeraldo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *