Crítica: A Família (The Family, 2013)

Crítica: A Família (The Family, 2013)

image001Sou um grande fã de filmes de máfia e sempre me interesso em conferir os lançamentos com essa temática. Tenho excelentes memórias de minhas experiências assistindo pela primeira vez filmes como Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990) de Martin Scorsese e ainda a lendária trilogia O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972) de Francis Ford Coppola, e isso é só pra citar dois dos mais importantes títulos do gênero.
Também não é de hoje que tentam homenagear todo esse universo através de comédias, como foi o caso por exemplo dos divertidíssimos Máfia no Divã (Azalize This, 1999) e A Máfia Volta ao Divã (Analyze That, 2002) do nosso querido caça-fantasma aposentado Harold Ramis.
O que todos esses filmes possuem em comum além de abordar a máfia como tema principal de seus cenários? Todos eles possuem a atuação genial de Robert De Niro e antes que você conteste essa informação quero lembrar que o segundo filme da trilogia clássica de Coppola apresenta De Niro no papel de de um jovem Dom Corleone, pelo qual ganhou um Oscar de melhor ator, ou seja, De Niro é um honorável veterano que ainda possui uma vasta experiência interpretando mafiosos no cinema, sejam eles criminosos inescrupulosos e implacáveis ou caricaturas muito bem colocadas desse mesmo estereótipo. Por todas essas razões ele com certeza foi uma boa escolha para assumir o papel de Giovanni Manzonni em A Família (The Family, 2013).
O filme conta a história de um sujeito que decide largar de vez todo esse universo da máfia e em troca de imunidade acaba delatando seus antigos companheiros ao FBI (sempre o FBI) e por isso entra em um programa de proteção a testemunha juntamente com sua família onde são obrigados a mudar de nomes.
A graça do filme fica por conta da própria família, que assim como toda família possui seus próprios segredos, porém aqui em uma certa proporção mafiosa.
A trama ainda conta com a busca dos antigos companheiros de Giovanni por sua família, afinal de contas a máfia nunca deixa delatores passarem batido.
O filme tenta ser uma comédia misturada com homenagem e em alguns momentos até consegue porém, não é tão divertido e engraçado quanto poderia ser.
O diretor Luc Besson apesar de ainda não ter feito nenhuma obra-prima em sua carreira se mostra bem competente na maior parte do tempo. Seu único defeito talvez seja a falta de timing para as piadas, que poderiam ser muito mais engraçadas se fossem colocadas em seus momentos certos.
O elenco ainda conta com as participações matadores de Michelle Pfeiffer no papel da esposa de Giovanni e de Tomy Lee Jones, que faz aqui o agende do FBI encarregado da segurança de Giovanni e sua família.
Temos também aqui uma pequena promessa com Dianna Agron que a faz a filha mais velha do casal mafioso. Dianna até então era conhecida apenas por seus trabalho na série Glee, mas aqui apesar de ainda não estar totalmente madura em sua atuação, demonstrou que sabe se superar e por isso vou ficar atento a seus próximos trabalhos, que devem ajudá-la a evoluir ainda mais sua capacidade como atriz.
Se você é fã de filmes de máfia é recomendável que você assista A Família porque mesmo não sendo a comédia mais espetacular do gênero com certeza te proporcionará alguns momentos de diversão.
Aos fãs do De Niro eu digo que não encontrarão seu ídolo em sua melhor performance mas também não será das piores.
A Família tem estréia prevista para do dia 29 de Setembro, confira a agenda em sua cidade!

NOTA:

Vale o Ingresso, a Pipoca e Quero Ver de Novo
Vale o Ingresso e a Pipoca
Vale o Ingresso
Vale o Ingresso no Dia da Promoção
Teria Sido Melhor Ir Ver o Filme do Pelé

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